terça-feira, 27 de novembro de 2012

Produtos anti-idade podem conter ativos nocivos; conheça



Conservantes, óleo mineral, propilenoglicol e ureia encontrados nos frascos de cosméticos rejuvenescedores agridem a pele, prejudicando, consequentemente, a saúde
Foto: Shutterstock


Mulheres que gostam de comprar produtos de beleza cujas promessas vão do combate ao envelhecimento até a completa eliminação das rugas e linhas de expressão precisam ficar bem atentas às substâncias contidas nesses cosméticos. Isso porque, as letras minúsculas dos rótulos podem esconder compostos que agridem a pele, prejudicando, consequentemente, a saúde.

Os elementos tóxicos provocam bem mais que dermatite de contato (alergia) ou irritações cutâneas. "Em contato diário com o corpo, os ativos também são capazes de causar o câncer", alerta Anelise Taleb, farmacêutica e consultora técnica da TAVE - Farmácia de Manipulação.

Para ficar livre dessas propriedades nocivas ao corpo, a melhor saída é conhecer mais sobre as substâncias utilizadas nos produtos. Além disso, também é possível ficar livre dos malefícios por meio da procura de produtos manipulados. “No manipulado pode-se inserir ativos naturais e seguros, fugindo da composição padrão dos industrializados”, explica Anelise.

Conheça, a seguir, quais substâncias devem ser evitadas nos potinhos de cosméticos.
Conservantes
Pesquisa realizada no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, Hungria, e publicada no periódico Experimental Dermatology provou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. A questão é que diversos cosméticos anti-idade utilizam nas suas formulações conservantes que podem liberar formol na pele. Portanto, para a segurança do consumidor, é bom observar cuidadosamente os rótulos, procurando evitar os seguintes ativos: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.
Óleo mineral
Segundo estudos publicados nos periódicos American Journal of Industrial Medicine, o óleo mineral, presente na maioria dos produtos por conta da propriedade emoliente (hidratante), é capaz de promover a ação de diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Tudo isso devido à presença de um composto chamado 1,4-dioxano, substância cancerígena de acordo com as pesquisas. Para ficar longe da substância tóxica procure no rótulo palavras como: paraffin oil e mineral oil.
Propilenoglicol
Estudo realizado na Universidade de Göttingen, Alemanha, e publicado no periódico Contact Dermatitis, foi confirmado o potencial do propilenoglicol para causar alergias.  A substância é um composto utilizado como diluente em uma ampla variedade de cosméticos antienvelhecimento. O perigo está associado aos problemas de pele como alergias e irritações. Para saber se o cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique a composição propylene glycol no rótulo da embalagem.

Ureia
Por conta do preço baixo e da função hidratante, a ureia é muito utilizada em produtos de beleza. Contudo, o elemento é proibido para mulheres grávidas, pois penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação, ocasionando graves consequências ao bebê. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina que todas as vezes que um produto tiver na sua composição ureia em dosagens maiores que 3%, o rótulo deve ter o seguinte alerta: "Não utilizar durante a gravidez". O órgão fiscalizador também proibiu a fabricação de cosméticos que contenham em sua composição mais de 10% de ureia.
Agência Hélice
Terra

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