sábado, 24 de novembro de 2012

Técnicas antienvelhecimento estão na mira da fiscalização



Tratamentos antienvelhecimento que utilizam substâncias antioxidantes e hormônio de crescimento não possuem eficácia comprovada cientificamente, aponta o Conselho Federal de Medicina
Foto: Shutterstock


Terapias antienvelhecimento que utilizam substâncias antioxidantes (sais minerais e vitaminas) e hormônio de crescimento estão na mira do Conselho Federal de Medicina (CFM). Isso porque foi averiguado pelo órgão que tais tratamentos não possuem eficácia comprovada cientificamente, apresentam somente resultados de testes realizados em animais. Além disso, as propriedades supostamente rejuvenescedoras também podem causar problema de saúde ao paciente, como diabetes e neoplasias.
Para proteger a população de procedimentos ilusórios foi aprovada pelo plenário da CFM, a resolução 1.999/2012 exigindo a extinção de tratamentos estéticos cuja matéria-prima não é indicada no combate de rugas e linhas de expressão. No texto também é indicada penalidade aos médicos que recomendam essas terapias. Os especialistas que receitarem as técnicas não só poderão receber advertência como estarão sujeitos à invalidação do diploma e do registro profissional.
“Existe uma fantasia que as vitaminas, por exemplo, curam tudo, porém isso não é verdade. Elas só podem ser utilizadas sem causar danos à saúde quando existe risco de deficiência no organismo”, explica Elisa Costa, geriatra e membro da Câmara Técnica de Geriatria do Conselho Federal de Medicina. Tanto rigor se deve por conta do saldo negativo da pesquisa feita pela comissão de especialistas do órgão público em busca de alguma evidência que confirmasse a eficiência do tratamento anti-idade.
Medidas saudáveis
A aplicação do hormônio de crescimento e a suplementação com antioxidantes em prol da juventude são os alvos principais do CFM, pois a adoção em pacientes com hipofunção glandular pode provocar efeitos adversos que levem seus usuários ao desenvolvimento de outras disfunções. Como prova que nenhuma terapia rejuvenescedora conseguiu evidenciar, como prometido, reverter, modular ou prevenir o envelhecimento, o Conselho já cassou cinco diplomas de médicos e mais dez punições (como suspensão e censura pública) também foram dadas a outros profissionais.
“Essas técnicas podem provocar danos permanentes ao organismo e ainda contribuem para o aumento do risco de câncer em alguns pacientes”, ressalva Elisa. Portanto, para envelhecer de forma saudável e ficar de bem com o espelho, algumas práticas a favor da longevidade são possíveis. Uma alimentação balanceada livre de gorduras, prática de esportes, abandono do tabaco e uso limitado do álcool são essenciais para manter o corpo jovem e forte.
“A pele vai ficar mais flácida, sim, rugas vão aparecer, esse é o processo natural do envelhecimento, não há tratamento que mude isso. Porém, o indivíduo pode adotar hábitos saudáveis e envelhecer com saúde e mente sã”, finaliza Elisa.
Agência Hélice
Terra

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