domingo, 8 de junho de 2014

Beleza e saúde devem ficar integrados

Luciana Kotaka


Em toda a história da humanidade nunca foi tão forte o culto ao corpo magro, mas por outro lado, a obesidade vem crescendo aceleradamente, o que vem deixando os profissionais da área da saúde em alerta. Dados do Ministério da Saúde revelam que 31,6% das pessoas na faixa etária entre 18 e 24 anos estão com peso em desacordo com a altura. Este índice aumenta com o passar dos anos, chegando a 58,8% na população com mais de 60 anos.





Relatos de mulheres com dificuldades de acharem roupas que lhe servem aumentam a cada dia, procurando algo que lhe deem conforto, que possam lhe deixar bonitas. Roupas com tamanhos reduzidos é o que não faltam, levando os clientes a um sentimento de baixa auto estima na hora de realizarem suas compras.
Alg
uns movimentos vem acontecendo contra esse falso conceito de beleza, do corpo magro como belo, como as meninas Plus Size, que nos mostram como serem charmosas e felizes com seus corpos cheinhos.


Infelizmente na busca por um espaço nesse novo nicho que se abriu, também vem ocorrendo uma distorção de conceitos, pois apesar de estarem se fortalecendo no mercado como modelos, que é um processo interessante, que vem mudar os padrões impostos pela nossa cultura, esse movimento está vindo fortalecer a obesidade como beleza, e não temos como separar o aspecto saúde desse contexto.

São poucas as pessoas que apresentam o índice de massa corporal acima do esperado para sua altura, que mantêm a saúde estável. Uma grande parcela da população obesa, apresentam complicações como diabetes, hipertensão, problemas ortopédicos, cardíacos, o que deixa claro que são poucos os que conseguem manter a saúde em dia, mesmo acima do peso.

A obesidade mórbida não é sinônimo de beleza, nem de saúde, sendo importante reavaliarmos esse conceito, que vem bater de frente com a cultura atual do corpo super magro.

Sinto que estamos saindo de um extremo para outro, onde nenhum dos dois conceitos de beleza hoje vigentes levam ao corpo saudável.

Quebrar padrões deve ser um caminho que leva ao equilíbrio, e pode acontecer, pois somos seres pensantes, e temos mesmo que questionar o que a mídia nos vende, e achar o ponto de equilíbrio é uma posição assertiva.



                                                                     




Esse processo de se buscar um ‘eu ideal’, um jeito de ser fora do padrão real, em função de uma construção imaginária, onde se busca de fórmulas mágicas na idealização de serem felizes, seja a forma que for, não é o caminho mais adequado.

Vale ressaltar que o corpo ideal é aquele que é adequado para nossa estrutura física, que nos faz sentir bem, preservando a saúde. O momento é de reavaliação de conceitos, e também de se permitir ser nós mesmos, de lidarmos com nossas questões emocionais de forma coerente.

É fundamental que se procure avaliar o conceito de beleza, e procurar se necessário,  ajuda especializada para desenvolver auto estima, e  aprender que cada um tem sua própria beleza, do qual a faz única e especial.

Vale lembrar que dentro desse processo pessoal de buscar ser feliz e senti-se feliz com seu corpo, o que vale não é estar mais magra ou mais gordinha, mas é o fundamental é estar bem.
Saiba mais sobre sua saúde.   Fonte: Minha Saúde Online

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