quinta-feira, 19 de junho de 2014

Divórcio

 Juliana Morillo







Casar é uma das escolhas mais importantes do ser humano porque ela envolve uma dúvida e uma certeza. A certeza de que o outro é alguém com quem se quer compartilhar a vida inteira. A dúvida é se conseguirá cumprir com esse propósito.
Separar-se e divorciar-se também são escolhas importantes e de difícil decisão, porque envolvem sentimentos contraditórios, dúvidas, hesitações e confusões.

Uma separação não diz respeito somente a um casal, mesmo quando este não tem filhos. A separação envolve também as duas famílias de origem, os amigos e a própria sociedade que ainda vê esse fato como algo perturbador. 

Casamos esperando encontrar “tampa da nossa panela”, ou a nossa “cara metade”. Porém, a realidade mostra-se bem diferente. A convivência diária faz-nos enxergar que o outro é alguém diferente de mim. Alguém com quem terei que negociar quando e como comer, conversar, fazer sexo, brigar, trabalhar, relaxar… Engana-se quem pensa que negociar tais situações é tarefa fácil. Ao contrário, a maioria dos conflitos conjugais nasce das diferenças entre os parceiros e da dificuldade nas negociações. 

Muitos casais acabam procurando no divórcio a solução para os conflitos conjugais. O problema está em fazer esta escolha sem a menor idéia que existem outras soluções para seus conflitos e sem questionarem qual poderia ser a causa real de sua infelicidade, e quais as verdadeiras consequências que esse ato traria para os dois e para os seus filhos.









O divórcio traz consigo uma gama de sentimentos, como mágoa, culpa, raiva, fracasso, medo. Provoca a instabilidade familiar e influencia diretamente no desenvolvimento emocional das crianças. É um longo e complexo processo de transição, e a adaptação dos filhos depende de uma série de fatores que estão diretamente ligados ao ajustamento emocional de cada um dos pais e do nível de conflito entre eles após a separação. As crianças diante do divórcio perdem algo que é fundamental para o seu desenvolvimento que é a estrutura familiar. 

Mas os pais não devem deixar de se separar para não causarem danos emocionais aos filhos, e sim, saber fazê-lo. Ser pai responsável é saber distinguir relacionamento conjugal de paternidade e maternidade. Quando os ex-cônjuges aprendem a tratar um ao outro civilizadamente e continuam amando seus filhos e fazendo parte da vida deles, vivem o divórcio de forma positiva e percebem que é possível reconstruir a vida, suas emoções e sentimentos junto de pessoas que compartilhem os mesmos sentimentos.

Após o divórcio a família necessitará de um período de recuperação, ajuste e reorganização para atingir um novo padrão de equilíbrio. O que ajuda muitas vezes são encontros terapêuticos com a participação de todos os membros da família para restaurar o equilíbrio, tentando reduzir os aspectos negativos e improdutivos do divórcio, buscando maior ajustamento para todos os envolvidos.

Dependendo das necessidades dos clientes, os encontros podem ser com todos os membros da família, ou individual ou mãe/filhos ou pai/filhos.

O apoio de amigos, familiares e de uma rede social também pode ajudar a aliviar as dores e o sentimento de solidão vivenciado no divórcio.                   Saiba mais sobre sua saúde  Fonte: Minha Saúde Online

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