quarta-feira, 1 de julho de 2015

Quando fazer papanicolau: especialistas sugerem nova periodicidade

Duas vezes por ano, todo ano ou de três em três anos: de quanto em quanto tempo é recomendado fazer o exame papanicolau? É possível que você já tenha ouvido as três orientações. Mas um novo parecer médico busca estabelecer uma regra.

De quanto em quanto tempo devo fazer o exame Papanicolau? 


O exame é feito pelo ginecologista e pode incomodar um pouco.
A American College of Physicians (ACP), uma importante instituição norte-americana, divulgou no "ACP's Internal Medicine Conference" e publicou no "Annals of Internal Medicine" uma nova recomendação de frequência do papanicolau.
De acordo com a instituição, mulheres com mais de 21 anos com risco normal para o câncer de colo de útero, devem realizar o exame uma vez a cada três anos. Mulheres com menos de 21 anos não precisariam passar pelo teste.
Eles afirmam ainda que para as mulheres com mais de 65 anos, que não tiveram um papanicolau com resultados anormais nos últimos 5 anos, as chances de desenvolvimento do câncer são mínimas. Em contrapartida, o risco de serem submetidas a procedimentos desnecessários é maior em comparação com mulheres mais jovens.

Exame de Papanicolau: recomendação atual 

No Brasil, o Ministério da Saúde sugere que o papanicolau seja repetido um ano depois do primeiro exame. Se os resultados forem normais, o intervalo deverá passar a ser de 3 anos.

No exame, o médico usa o espéculo (foto) para visualizar o colo do útero.
Apesar disso, é comum que os médicos recomendem que o exame seja realizado anualmente. Segundo os porta-vozes da ACP, esses profissionais geralmente não seguem protocolos e começam a fazer o exame muito cedo e com frequência muito alta mesmo em mulheres com baixo risco para a doença.

Riscos do exame papanicolau 

Resultado falso positivo 

De acordo com a ACP, o exame pode diminuir a frequência, a gravidade e a mortalidade decorrente do câncer de colo de útero ao detectar lesões pré-cancerígenas e a doença em estágios iniciais, mas também existem riscos envolvidos.
Eles explicam que mulheres com menos de 21 anos podem ter alterações comuns na região uterina, mas que elas raramente se tornam câncer se não tratadas. Se passarem pelo teste, muitas dessas mulheres passarão por procedimentos como biópsia e tratamentos desnecessários.
Casos como esse são chamados de resultado falso-positivo e podem ocorrer com outros exames e doenças, como a mamografia e o câncer de mama.

Tempo de desenvolvimento da doença 

Os responsáveis pela declaração argumentam também que há um intervalo de 10 anos entre o surgimento de lesões uterinas pré-cancerígenas e o desenvolvimento do câncer de colo do útero. Isso tornaria a periodicidade de três anos suficiente para detectar a doença em estágios iniciais.

fonte: bolsademulher   por Redação  

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