terça-feira, 7 de julho de 2015

Sim, elas traem!

Psicólogo fala sobre o que leva os homens e mulheres a traírem





A traição é temida por homens e mulheres. Ninguém quer ser vítima de uma infidelidade por parte do parceiro. Ela fere os sentimentos e quebra todo o laço da união do casal. O que as pessoas não se atentam é que às vezes elas mesmas abrem brechas para que a traição aconteça e aí são vários os motivos que podem acarretá-la. 

Juarez Lopes Neto, psicólogo e psicoterapeuta junguiano, explica algumas das várias causas que levam uma pessoa a trair o parceiro. Ele diz que o homem é polígamo por natureza. "Ele precisa sentir que ainda é um conquistador, ter uma atração física sem estar envolvido emocionalmente", conta. Juarez completa dizendo que muitas vezes o homem trai porque não tem coragem de confrontar com a ausência de sentimento amoroso pela mulher. "Com isso, ele vai em busca da adrenalina da paixão e do sexo, isto é, a busca pelo prazer", explica. 

Já para a mulher, Juarez diz não ser tão diferente. "Para ela, pode haver uma necessidade de preenchimento afetivo porque não se sente querida, amada", conta. Ele diz ter visto em suas consultas mulheres, próximas dos 40 anos, contestarem sobre a falta do desejo por elas e de se sentirem atraentes. É por isso que elas vão em busca de uma aventura para suprir esse sentimento.

Na maioria das vezes a traição pode ser um reflexo de que o relacionamento não anda bem. Juarez explica que as mulheres traem procurando uma compensação de uma relação vazia. Ele ressalta uma diferença entre a traição dos homens. "Muitas vezes eles acham 'vergonhoso' dizer não a uma oportunidade", comenta. Mas ela não deve e nem é considerada algo natural. "Apesar de ocorrer com certa frequência, a traição não é vista como normal e corriqueira em nossa cultura", comenta Juarez. A grande questão em torno do assunto é o fato de que, por serem "proibidas", essas atividades extraconjugais acabam sendo mais atraentes e levam a pessoa à trair o parceiro. "A curiosidade também impele a isso", diz. 

O psicólogo diz que tanto o traidor quanto a vítima sofrem, pois apesar do desamor e da raiva do momento, ainda existem a vivência e o carinho de um pelo outro. "Algumas pessoas até preferem fingir que não veem para não ameaçar a estrutura familiar", aponta.

Juarez diz que a traição não deve, mas pode ser perdoada. "Normalmente é uma reconstrução da relação. Se houver consciência para pontuar as divergências, as carências, os aprisionamentos, o casal pode se reorganizar. É preciso certa cumplicidade para curar a ferida que se abriu", afirma.

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